Choro dolorido que me contrai
Barulho de chuva que me distrai
Peso do choro que cai
À tarde vejo pedras vazias
Iluminação perfeita
Sensações tardias
Sou eu, sozinha
Sozinha
Só
Em outra linha.
14 de mar. de 2014
12 de mar. de 2014
Despertador
O frio corta a alma adormecida. O sol luta e não vence. Nubla. A vida muda, o estômago dói. Sinto a fragilidade entre os dedos, fragilidade escorrendo pelas mãos. Fragilidade que me quebra, me divide, tenha um pouco de piedade. Minhas mãos abrem e fecham, seguem o ritmo dos meus pulmões. Peço a Deus que deixe a cidade nublada, que a transforme em alguns minutos de chuva. E chove. Agradeço com um sorriso tímido, sorriso que ninguém viu.
O sol nasce pela segunda vez. Caminho apressada com a calma que me falta, com a alma que me transborda. Tenho vontade de voltar. Desistir. Não caminhar. Não conseguir. Mas, o sol faz minha aliança brilhar. Faíscas transbordam. A alma transborda outra vez.
É só mais uma manhã que passará enquanto trilho meus caminhos.
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(sobre)vivendo,
folha de diário
4 de mar. de 2014
Segredo
Eu derreto
Me comprometo
E no caos
De paz
Me resta você.
Me comprometo
E no caos
De paz
Me resta você.
3 de mar. de 2014
Avenida
O calçamento desmedido
Pelos olhos sofridos
Sorrisos contidos
Dias tingidos
Sempre os mesmos risos
Todos imprecisos
Buscando outros sorrisos
Igualmente imprecisos
Ainda há o sol
Entre braços vestidos
Sapatos indecisos
E falsos sorrisos
Pelos olhos sofridos
Sorrisos contidos
Dias tingidos
Sempre os mesmos risos
Todos imprecisos
Buscando outros sorrisos
Igualmente imprecisos
Ainda há o sol
Entre braços vestidos
Sapatos indecisos
E falsos sorrisos
Palpitar
Apesar da vida
Da corrida
Da falta que faz
Um prato de comida
Há sempre a partida
Súbita
Aflita
Descrita
Feito impulso
Que faz poema
E não faz páginas
Da corrida
Da falta que faz
Um prato de comida
Há sempre a partida
Súbita
Aflita
Descrita
Feito impulso
Que faz poema
E não faz páginas
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