Costumo pensar que Paulo Coelho “é o cara dos meios, o meio
que é mais importante que o início, mais importante que o fim.” Ainda não
consegui ler todos os livros dele, mas isso é uma meta que levarei para a minha
vida – e que em breve se realizará. Paulo Coelho entrou na minha vida muito,
mas muito cedo. Eu tinha quatro ou cinco anos. Acho que ainda nem sabia ler
perfeitamente, mas lembro das capas dos livros; a que lembro com mais nitidez é
a capa de A bruxa de Portobello. Quando este livro foi lançado, eu já deveria
ter 8 anos, mas ainda era nova demais para ele.
Há menos de um mês eu li pela primeira vez um livro de Paulo
Coelho. Li O Zahir. E senti que ele, inconscientemente, escrevera este livro
para mim – que também tive um zahir, que não foi O amor, mas foi um zahir. Acho
que não conseguiria resenhar um livro dele, pode até ser que um dia consiga.
Mas não será agora.
Desejo conhecê-lo, abraçá-lo e, por fim, dizer “obrigada!”.
Disse isso há poucos dias, ou melhor, escrevi. Mandei um tweet para ele, com
uma simples palavra: Obrigada. Não há muito o que escrever, é um simples
agradecimento que diz muito.
Agradeço a ele por ser simples, e ao mesmo tempo, explicar
tanto. Paulo Coelho é um homem que não complica, que fala de tabus. Contou a
história de uma prostituta, que li agora, com catorze anos. Fui olhada com um
pouco de receio por uma amiga e por uma professora. Talvez pensassem: “Lendo
isso com tão pouca idade.” Eu pensei: “Leio, e com uma idade mental maior que a
de vocês.”
Outra amiga gostou do que falei, leu alguns trechos do livro
e o levou para casa. Fico feliz quando alguém gosta dos livros dele; quando
vejo alguém com os olhos brilhando por causa da sensação quase inexplicável que
é ler um livro dele.
Gosto da sensação quase inexplicável da mistura de Deus, com
as energias e com a natureza. E ainda, da alma humana em tudo isso.
Paulo Coelho, mais uma vez, obrigada.
