Nunca tive um fim de semana tedioso, minha mente nunca está calma, não fico sentada em poltronas nas tardes de domingo. Não é uma dádiva. Nunca tive um dia perfeito, algumas horas e só. O mundo nunca é bom o bastante. Basta abrir um jornal on-line que encare o mundo com o mínimo de seriedade. Basta ter começado a brincar de sentir a dor dos outros e nunca mais parar. Ser como Drummond, ter duas mãos e o sentimento do mundo. Ser como Tarsila, amar as cores vibrantes que rotularam como feias. Ser como Leila Diniz, livre para ser mulher em uma sociedade de homens. Ser como os que vivem, não os que sobrevivem.